Depois que você virou uma militante negra, é muito difícil falar com você!

Depois que você virou uma militante negra, é muito difícil falar com você!

Ao vivenciar um processo de tomada de consciência racial, ao entender as dinâmicas do racismo e as estruturas de dominação, subalternização e opressão vigentes na sociedade, cada uma de nós mulheres negras começa a mudar esse jogo. De incomodadas interlocutoras silenciadas passamos a serem pessoas que conseguem identificar e nomear cada uma das situações vividas. E isso incomoda a branquitude que quer manter seus privilégios e luta pela possibilidade de seguir nos violentando.

Não é cuidado, é  machismo e racismo

Não é cuidado, é machismo e racismo

Por Viviana Santiago para o Palavra de Preta Hoje eu quero pensar um pouco naquelas vivências cotidianas nas quais  mulheres são cercadas por aquilo que se entende como "cuidado e proteção". Revisitando um episódio que testemunhei nesses últimos dias, faço aqui um esforço para entender a realidade por detrás dos cuidados que são destinados às … Continuar lendo Não é cuidado, é machismo e racismo

Não, eu não estou exagerando. É racismo

Não, eu não estou exagerando. É racismo

Conversava com uma pessoa branca sobre o desafio que é sair para comer fora. Comentava que desde a mesa que nos é oferecida, a impertinência do atendimento, a demora na chegada do pedido todo o tempo, muitas de nós pessoas negras temos que nos manter vigilantes: Atentas ao tratamento que receberemos, em alerta para estabelecermos a … Continuar lendo Não, eu não estou exagerando. É racismo

O mundo do trabalho está repleto de Racismo e Machismo. Quando vamos falar sobre isso?

O mundo do trabalho está repleto de Racismo e Machismo. Quando vamos falar sobre isso?

O mundo do trabalho é um dos mais importantes espaços da sociedade, e nesse espaço dia à dia as mulheres vem sendo violentadas. Mulheres negras enfrentam duplamente essa violência, por serem negras estão sendo silenciadas pela violência racista ali presentes e em seguida invisibilizadas. A discussão sobre machismo e racismo no mundo do trabalho é urgente.Quando discutiremos isso?

A hastag #MeuProfessorRacista e uma branquitude que não quer se olhar no espelho.

A hastag #MeuProfessorRacista e uma branquitude que não quer se olhar no espelho.

Por Viviana Santiago para o Palavra de Preta. A hastag #MeuProfessorRacista foi criada no dia 27/03 como uma reação aos processos opressivos e reiteradores de estereótipos e preconceitos raciais vigentes em práticas pedagógicas. A origem da hastag é uma experiência numa aula no discussão na aula de Teorias do Texto na FFLCH – USP quando a abordagem … Continuar lendo A hastag #MeuProfessorRacista e uma branquitude que não quer se olhar no espelho.

Não é coisa da sua cabeça, é racismo.

Não é coisa da sua cabeça, é racismo.

Mulheres e meninas negras ao longo de sua vida vão conviver com situações de violência em relações de afeto, trabalho, moradia, compra. O tempo inteiro serão retirado de um lugar de dignidade em processos sutis – ou não tão sutis- que são realizados de maneira recorrente e que as farão e iniciarão um processo de questionamento de suas habilidades, direitos, percepções, culminando com o questionamento acerca de sua sanidade.